Revirar os meus conceitos de certo e errado não foi fácil. sempre entendi que as minhas verdades não são as verdades do mundo, mas nunca achei que elas fossem a mentira dele também. a futilidade que eu não acreditava poder existir, existe. e olha que eu fiquei um bom tempo vendo e revendo coisas absurdas simplismente SEM ACREDITAR no que eu poderia estar presenciando. confesso que gostava de ser meio bobo e não enxergar um passo além do meu próprio nariz. e, pra ser sincero, eu sempre EVITEI opinar sobre assuntos polêmicos demais, exatamente para que eu não acabasse mudando de opinião logo e visse que meu tiro havia acertado meu próprio pé. o máximo que fiz sobre essas coisas foi BRINCAR. Enquanto todos estavam no maior quebra pau por nada, eu estava rindo com as minhas brincadeiras lunáticas e irônicas. para ser sincero, nessas brincadeiras foi que demonstrei minha opinião, de forma critica, espontanea e tola. mas é normal vocês só terem ouvido quem gritou e xingou. as brincadeiras são as ultimas levadas a sério e, geralmente, as mais inteligentes e coerentes (não que as minhas devam seguir esse padrão). o materialismo do mundo, geralmente, é defeito apenas deles. nós costumamos nos julgar perfeitos (mesmo não admitindo isso), nos colocar acima de todas as culpas. costumamos querer exclusividade, querer ser certo, querer ser ouvido e respondido com as palavras que a gente quer ouvir. mas, pra ser sincero, ninguém diz as palavras que o outro está maluco pra ouvir. ninguém quer ir aos lugares que os pais querem ir, ou ouvir as histórias de infância que os velhinhos desconhecidos na rua querem contar. mas na hora que você pergunta o horário pra alguém na rua, se a pessoa te olha com uma cara de "sai daqui, eu vou te ignorar", vira a cara e sai, você chama de mal educado pra cima. no fim, ninguém é falso, ninguém é futil, ninguém é burro, ninguém é nerd, ninguém é infantil, ninguém é ganancioso, ninguém é preconceituoso, ninguém é infiel, ninguém é irritado, ninguém é metido, ninguém é chato, ninguém é ninguém.
aí, quando alguém decide opinar e se divertir ao mesmo tempo, a pessoa que é a burra da história.